Porque é que alguns móveis antigos valem milhões?
Um armário continua a ser um armário.
Até descobrir que foi feito há quase 300 anos, por artesãos especializados, para uma família aristocrática, com materiais raros — e que quase não existem outros iguais.
A partir daí, já não estamos apenas a avaliar mobiliário.
Casas de leilões como a Sotheby’s consideram fatores como autor ou fabricante, origem, proveniência, época, materiais, raridade e estado de conservação ao avaliar uma peça.
E há casos extraordinários.
O famoso Badminton Cabinet, produzido em Florença no século XVIII, foi vendido pela Christie’s em 2004 por £19,045 milhões — cerca de 36,7 milhões de dólares na altura.

Foram necessários vários anos e dezenas de artesãos para produzir esta enorme peça revestida com trabalhos de pietra dura e pedras semipreciosas.
Porque alguém paga tanto?
Não está a comprar apenas gavetas e portas.
Está a comprar história, raridade, autoria, artesanato e proveniência.
É a diferença entre um móvel e uma obra de arte que também é um móvel.

